"Consciously we teach what we know, unconsciously we teach who we are." Hamachek, 1999
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domingo, 3 de maio de 2015

Observation #4 - Leinolan Koulu part III - Math Classes for the sixth graders

Leinolan Koulu - Math classes

This observation is from an Math Lesson to the sixth graders. Some general observation about the Learning Environments can be found on the previous post about Leinolan Koulu.
As my other observations, I decided to look more in some aspects: Learning Environments, Teaching Methods and Students' Behaviour.

- Learning Environments:
There were 20 students in the classroom.
The classroom is full of paintings of the students, organized in a traditional way but students are sit in pairs.
There is an assistant in the classroom to help a student with some difficulties to focus on the subject. She doesn't help with the subject but the concentration.
There's a piano and some percussion instruments in the classroom. 


- Teacher Methods:
The teacher uses a projector where she can write and project at the same time. So she can solve some exercises with the students.
She was solving some exercises about fractions in a very traditional way. She solves and some students help.
She asked every student to answer some questions.
The exercises were very academic ones. The teacher didn't talked about the use of fractions in real life. The problems were just about simplifying fractions and converting to regular fractions to mixed fractions.
The lesson was a cognitive one.

- Students' Behaviour:
Some students participated very well to the class but others were talking with their colleagues.
They seem to know the content very well.
Each student has a little notebook where the teacher send messages to their parents if they forget something like the textbook or the notebook. It's part of other value of Finns: Responsibility.

-Final Considerations:
This is a good example of a class in Brazil. Exactly the same we usually see. The teacher solving exercises together with the students and asking them to participate.
The only difference I could realize was the discipline of the students, they don't talk too much with each other. All of them stay quiet during the class.
If I had come to Finland and observe only this class I would ever ask me what is the secret of education in this country.

Leinolan School - Aula de Matemática

Esta observação é de uma aula de matemática para os alunos do sexto ano. Você poderá encontrar mais informações e observações sobre a Leinolan School nos marcadores à direita.
Como minhas outras observações, eu decidi focar em três aspectos: Ambiente de Aprendizagem, Metodologia do professor e Comportamento dos alunos.


- Ambiente de Aprendizagem:
Havia 20 alunos na sala de aula.
A sala de aula está cheia de pinturas dos estudantes. 
A sala é organizada em uma maneira tradicional, mas os estudantes ficam em duplas.
Há uma assistente na sala de aula para ajudar um aluno com dificuldades para se concentrar. Ela não ajuda com o conteúdo, apenas o auxilia a manter-se focado.
Há um piano e alguns instrumentos de percussão na sala de aula, pois todos os professores trabalham música em suas aulas. A escola possui uma sala de música mas as vezes a mesma é utilizada por outros professores, assim eles tem material de trabalho em todas as salas.



- Metodologia do professor:
A professora usa um projetor onde ela pode escrever e projetar ao mesmo tempo. Então, ela pode resolver alguns exercícios com os alunos. É como um retroprojetor porém projeta o próprio livro ou caderno, sem a necessidade de preparar transparências.
Ela estava resolvendo alguns exercícios sobre frações de uma forma muito tradicional, ela resolve e alguns alunos participam falando as respostas.
Ela pediu para cada aluno responder uma ou mais questões.
Os exercícios foram muito acadêmicos. A professora não deu exemplos do uso de frações na vida real. Os problemas eram apenas sobre simplificar frações e converter frações impróprias à frações mistas e vice-versa.
A teoria de aprendizagem observada na sala é o cognitivismo.

- Comportamento dos Alunos:
Alguns estudantes participaram muito bem da aula, mas outros estavam um pouco dispersos.
Eles parecem saber o conteúdo muito bem.
Cada aluno possui um caderninho onde o professor manda recados para seus pais, caso eles esqueçam algo como o livro ou o caderno. É outro valor que os finlandeses possuem culturalmente: Responsabilidade.


-Considerações Finais:
Me senti em uma sala de aula no Brasil. Exatamente o mesmo que costumamos ver. O professor resolvendo exercícios juntamente com os alunos e pedindo-lhes para participar.
A única diferença que eu pude perceber foi a disciplina dos alunos, não há conversa paralela em sala de aula. Todos eles ficam quietos durante a classe. (Lembrando: as aulas tem duração de 45 minutos com 15 minutos de intervalo entre cada aula, portanto, não é tão difícil conseguir prestar atenção nas aulas desta forma.)
Se eu tivesse vindo até a Finlândia e observasse somente esta aula eu ia me perguntar eternamente qual é o segredo da educação deste país.
A minha opinião sobre o ensino de matemática é a seguinte: O professor deve fazer o possível para mostrar a aplicação real de todo o conteúdo na vida dos estudantes.
Também acredito que muita coisa deve ser revista no currículo do ensino médio, há vários conteúdos que um estudante não precisa para ter uma boa formação como cidadão, afinal, o ensino médio não é ensino técnico e tão pouco ensino superior. Caso alguma profissão exija conhecimentos mais avançados, estes deverão ser apresentados aos alunos no ensino superior ou técnico que irá formar os profissionais.
A 4ª postagem sobre a Leinolan Koulu será de outra aula de matemática que pude observar, desta vez um pouco diferente. Fique ligado!

Bruno Pereira Garcês

Observation #3 - Leinolan Koulu part II - English Classes

Leinolan Koulu - English classes

This observation is from an English Lesson to the fourth graders. This is the second year that they were learning English.
As my other observations, I decided to look more in some aspects. But in the final considerations I'll tell a bit more about the observation.

- Learning environment:
There were 17 students in the classroom.
The classroom is exclusive for the English subject, with a lot of boards and panels in English.
There's a complete sound system, an interactive board, a traditional board, a television and a stereo in the classroom. There's also a lot of books and magazines to the students.
The classroom is quite traditional but the students sit in groups of two or three students.
There is a school map on the wall showing where they are and where are the emergency exits and also the fire extinguishers.
There is a water tap in the classroom so the students don't need to go out to get water (In Finland everyone can drink water directly from the tap).


- Teacher's Methods:
The teacher has a textbook and an exercise book to use. There are CDs used in the class to do listening activities. The material is very similar to those used in private language schools in Brazil.
The teacher talk a lot of English in the classroom and the kids shows a high level, even that is their second year learning this language.
The teacher method is something between behaviorism and cognitivism. The students are supposed to learn by repetition, by listening to the teacher and the CDs and also by doing exercises. Even though they learn a lot.

- Behavior of students:
When I came to the classroom with the principal, all the students stood up and gave me a collective "Good Morning".
When the teacher asks some questions, the students raise their hands to answer.
All the students participate well in the lesson.
The children go to the classroom without shoes (it's cultural in Finland).
When the time is out, the students stay in their places, they don't stand up to go to the break, because they know the importance of studying and they have one break after each class.

- Final Considerations:
Before I go to the lesson, I thought it would be different, more informal and based on socio-constructivism, but I could see that it is very traditional. But in Brazil, the English classes usually aren't like this. English classes in the basic education is based on grammar and the students can't speak English even after finishing the high school unless they pay (a lot) for a private school. 
We should improve our English education because the internationalization is improving each year. Our students will probably need this language one day, and some of them don't have money to pay for a private school.
At long last, Finland is a very good example of multilingual country, almost everyone speaks Finnish, English, Swedish and most of them speaks other language too, like German, French, Spanish or Russian.
But, it's true that we can make things different, with little changes we can make a better education.
Language teachers, how about teach more speaking in the classroom? how about using a different material in the classroom? how about talk more English with our students?

Leinolan School - Aula de Inglês

Esta postagem é sobre a observação de uma aula de Inglês para os alunos da quarta série do ensino básico. Este é o segundo ano que eles possuem Inglês como disciplina.
Assim como minhas outras observações, eu decidi observar os três principais aspectos: Ambiente de Aprendizagem, Metodologia do Professor e Comportamento dos Alunos.


- Ambiente de aprendizagem:
Havia 17 alunos em sala de aula.
A sala de aula é exclusiva para a disciplina de Inglês, com vários painéis e quadros neste idioma.
Há um completo sistema de som, um quadro interativo, um quadro tradicional, uma televisão e um aparelho de som na sala de aula. Há também vários de livros e revistas em Inglês para os alunos lerem.
A sala de aula é bastante tradicional, mas os alunos ficam em grupos de dois ou três.
Há um mapa da escola na parede mostrando onde estão e onde estão as saídas de emergência e também os extintores de incêndio.
Há uma torneira na sala de aula para que os alunos não precisem sair para pegar água (Na Finlândia, todos bebem água diretamente da torneira, é completamente seguro).


- Metodologia do Professor:
A professora tem um livro texto e um livro de exercícios para usar. O livro texto possui um CD para os alunos ouvirem pessoas conversando em Inglês e para ouvir as palavras que estão aprendendo. O material é muito semelhante aos utilizados em escolas de idiomas particulares no Brasil.
A professora fala bastante Inglês na sala de aula e as crianças demonstram um nível muito elevado, mesmo sendo apenas o segundo ano que eles estão aprendendo este idioma.
O método utilizado pela professora é algo entre o comportamentalismo e o cognitivismo. Os alunos aprendem pela repetição, ao ouvir o professor e ao CD e também fazendo exercícios. Mesmo com essa metodologia, que não é a mais adequada segundo alguns estudiosos da educação, os alunos aprendem bastante.

- Comportamento dos estudantes:
Quando cheguei à sala de aula com a diretora, todos os alunos se levantaram e me deram um coletivo "Good Morning", me lembrei da época do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, minha origem.
Quando o professor faz alguma pergunta, os estudantes levantam a mão para responder.
Todos os alunos participam bastante da aula.
As crianças vão para a sala de aula, sem sapatos (que é cultural na Finlândia, pois como a neve é bem constante, os sapatos costumam ficar molhados).
Quando a aula acaba, os estudantes permanecem em seus lugares, eles não se levantam para ir para o intervalo, pois sabem a importância de estudar, a importância da educação é ensinada pelos pais, a educação é cultural na Finlândia, não é por acaso que eles possuem um "Ministério de Educação e Cultura", pois eles andam juntos na sociedade. Além disto os alunos sabem que possuem um intervalo de 15 minutos após cada aula.

- Considerações Finais:
Antes de eu ir para a aula, eu pensei que seria diferente, mais informal baseada no sócio-construtivismo, mas eu pude ver que ela é bem tradicional. Mas, no Brasil, as aulas de inglês não são geralmente como esta. No ensino básico o ensino de Inglês é baseado em gramática e os alunos não aprendem a falar Inglês, mesmo depois de terminar o ensino médio, a menos que a família tenha condições de pagar (muito) para uma escola de idiomas.
Devemos melhorar nosso ensino de idiomas, porque a internacionalização está aumentando a cada ano. Nossos alunos provavelmente precisarão deste idioma um dia, e alguns deles não têm dinheiro para pagar uma escola particular.
Enfim, a Finlândia é um bom exemplo de país multilingue, quase todos falam finlandês, Inglês, Sueco e, a maioria deles, fala outra língua também, como alemão, francês, espanhol ou russo.
Mas, é verdade que nós podemos fazer coisas diferentes, com pequenas mudanças que podemos fazer uma melhor educação.
Aos professores de idiomas, que tal praticar mais conversação em sala de aula? que tal utilizar um material diferente? que tal conversar mais em Inglês com nossos alunos?

Bruno Pereira Garcês

terça-feira, 14 de abril de 2015

Games in the classroom - Jogos em sala de aula

Gamification

Last Friday our subject was Gamification, and the lesson was supposed to be guided by us, teachers for the future. So we decided to play some educational games in the classroom with our colleagues and some people of TAMK and outside TAMK that are interested in gamification.
I talked a little about board games in education, Mr Seppo, an electric engineer teacher of TAMK talked about his game using Power Point and Visual Basic to teach electric circuits, Gustavo told about unplugged coding, Ricardo showed us the light robot, that can improve the coding skills of the students and Cynthia and Fabrício showed us a Lean Bicycle Factory that help management students.
I'd like to share my lesson plan and after that I will talk a little about how the class ran.

Board Games - Lesson Plan
Introduction (15 minutes)
In small groups, discuss the difference between a play, a game, a serious game, a simulation and gamification.
Questions to discuss:
Are they spontaneous? Do they have rules? Do they have goals? Are they structured? Do they have a Real World Outcome?
Expected Learning Outcomes:
Understand the difference between play, game, serious game, simulation and gamification.

Board games (30 minutes)
A little introduction about board games.
Questions to discuss (5 minutes):
What is a board game? Examples. Is there any difference between the board games? How to use board games in education?
OPERA method (15 minutes)
What competences are necessary for the teachers to work with board games?
Video about motivation (5 minutes)
Mini-lecture "How to make a board game?" (5 minutes)
Prezi Presentation
Expected Learning Outcomes:
Know more about board games, their use in education, the competences needed for a teacher and how to make or adapt a board game to use in the classroom.

Play a board game (10 minutes)
I developed a board game about things that we've seen in our VET program, like learning theories, methodologies, people, places and others. 

During my part, I couldn't run the time the way I wanted, because the discussions were very good, so I think I have proposed little time for discussions, so I had to cut off the OPERA method about the competences needed.
I also changed the place of the video about motivation because during the discussion, people just got in this topic, so I decided to show it earlier.
And the game was very nice in my point of view. My colleagues seemed to be motivated by the questions and tried hard to find the correct answers in their group.
The main thing that I wanted to show is that we can make good games with low resources. We can make it, it just depends of us.
After that, Mr Seppo showed us his game to help students of the first year know more about electric circuits. The students usually comes to the undergraduate level without previous knowledge about this topic, so it's better to use games. And his games are made so the student can play at home. He just uses Power Point and some coding skills with Visual Basic.
Gustavo presented us a kind of unplugged coding. This showed us that we are coding every time in our minds. It was a very nice activity where we developed kind of algorithms to send a post card or fry an egg. And then, our algorithms go to the other groups, so they can find some steps that we probably forgot. It's a very nice way to work with logics.
Ricardo showed us another game that is the light robot. Light robot is a robot that has to turn on some lights in some spaces in a board. But to get to these spaces, he must give his steps in a logical order. So this game also can improve the logics of students.
I think that logic is a fundamental skill that every student must have. I don't say that they need to know how to code, but they have to have logical thinking, so they could understand many things in the world.
Cynthia and Fabrício showed us a Lean Bicycle Factory. This game is a factory that must improve their profits by doing some changes in their production line. It's a good game to improve some management skills and to work some theories with the students.
We could saw many ways to work with gamification. It's a good cognitive way and also a social way to work in the classroom. In my opinion it's a good way to learn, because it may motivates the students and motivation is one of our challenges today.
Thanks for reading.

Ludificação

Sexta-feira passada falamos um pouco sobre ludificação, e a ficou por nossa conta, professores para o futuro. Por isso, decidimos mostrar alguns jogos educacionais em sala de aula com os nossos colegas e algumas pessoas de TAMK, ou não, que estão interessados na ludificação.
Tive a oportunidade de falar um pouco sobre jogos de tabuleiro na educação, Seppo, um professor de engenharia elétrica de TAMK falou sobre o seu jogo usando Power Point e Visual Basic para ensinar circuitos elétricos, Gustavo falou sobre "unplugged coding", Ricardo mostrou-nos o "light-bot", que pode auxiliar os estudantes a melhorar as habilidades de programação e Cynthia e Fabrício mostraram o "Lean Bicycle Factory" que é um jogo de simulação de linha de produção.
Eu gostaria de compartilhar meu plano de aula e depois irei falar um pouco como a aula aconteceu.

Jogos de tabuleiro - Plano de Aula
Introdução (15 minutos)
Em pequenos grupos, discutir a diferença entre uma brincadeira, um jogo, um jogo sério, uma simulação e ludificação.
Perguntas para discutir:
Eles são espontâneos? Possuem regras? Possuem objetivos definidos? Eles são estruturados? Eles têm relação com o mundo real?
Resultados esperados:
Entender a diferença entre brincadeira, jogo, jogo sério, simulação e ludificação.

Jogos de tabuleiro (30 minutos)
Uma pequena introdução sobre jogos de tabuleiro.
Perguntas para discutir (5 minutos):
O que é um jogo de tabuleiro? Dê Exemplos. Existe alguma diferença entre os jogos de tabuleiro? Como usar jogos de tabuleiro na educação?
Método OPERA (15 minutos)
Que competências são necessárias aos professores para trabalhar com jogos de tabuleiro?
Vídeo sobre motivação (5 minutos)
Mini-aula "Como fazer um jogo de tabuleiro?" (5 minutos)
Resultados esperados:
Saiba mais sobre jogos de tabuleiro, a sua utilização na educação, as competências necessárias para um professor e como fazer ou adaptar um jogo de tabuleiro para usar em sala de aula.

Jogando o jogo (10 minutos)
Eu desenvolvi um jogo de tabuleiro sobre os assuntos que temos visto em nosso programa de formação profissional, como teorias de aprendizagem, metodologias, pessoas, lugares e outros.

Durante a minha parte, eu não consegui controlar o tempo da forma que havia planejado, porque as discussões foram muito boas, então eu acho que propus pouco tempo para discussões, assim eu tive que cortar o método OPERA sobre as competências necessárias aos professores.
Eu também passei vídeo sobre a motivação durante a discussão da introdução, pois durante este tópico, os colegas falaram bastante sobre a motivação, então resolvi alterar o cronograma.
E o jogo foi muito bom no meu ponto de vista. Os colegas parecia estar motivados pelas perguntas e se esforçaram para encontrar as respostas corretas em seu grupo.
Meu principal objetivo foi mostrar é que nós podemos fazer bons jogos com poucos recursos. Nós podemos fazer isso, só depende de nós e um pouco de criatividade.
Depois disso, Seppo nos mostrou o seu jogo para ajudar os alunos do primeiro ano de engenharia a entender melhor os circuitos elétricos. Os alunos geralmente chegam à graduação sem o conhecimento prévio sobre o assunto, por isso os jogos são um excelente recurso. E os seus jogos são feitos para que o aluno possa jogar em casa. Ele só usa Power Point e algumas habilidades de programação com o Visual Basic.
Gustavo apresentou-nos uma espécie de "programação offline", sem utilizar computadores ou linguagens de programação. Isto nos mostrou que a programação é inerente do nosso cérebro. Programamos o tempo todo ao tomar nossas decisões. Foi uma atividade muito agradável, onde desenvolvemos alguns "algoritmos" para enviar um cartão postal ou fritar um ovo. E então, os nossos algoritmos passaram para outros grupos, para que possam encontrar alguns passos que nós provavelmente esquecemos. É uma maneira muito agradável para trabalhar com lógica de programação.
Ricardo mostrou-nos um outro jogo que é o "Light-bot" é um robô que tem que ligar algumas luzes em determinados espaços. Mas para chegar a esses espaços, ele deve dar seus passos em uma sequência lógica. Portanto, este jogo também pode melhorar as habilidades lógicas dos alunos.
Eu acho que a lógica é uma habilidade fundamental que todo aluno deve ter. Eu não digo que eles precisam saber como programar, mas eles devem ter raciocínio lógico, para que possam entender muitas coisas no mundo.
Cynthia e Fabrício nos mostraram um jogo sobre uma fábrica de bicicletas, chamado "Lean Bicycle Factory". Este jogo é uma fábrica que deve melhorar os seus lucros, fazendo algumas mudanças em sua linha de produção. É um bom jogo para melhorar algumas habilidades de gestão e de trabalhar algumas teorias com os alunos como o toyotismo.
Na aula nós podemos ver diferentes formas de se trabalhar com ludificação. É uma abordagem cognitiva e social de trabalhar em sala de aula. Na minha opinião é uma boa maneira de aprender, porque pode motivar os alunos e motivação é um dos nossos principais desafios atualmente.
Obrigado pelo interesse em ler.

Bruno Pereira Garcês

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Observation #2 - PBL in Physiotherapy - Problem-based Learning na Fisioterapia

Basics of Therapeutic Training

Today, Francisco, Kelly and me went to observe a class in physiotherapy course.
I decided to observe the same aspects that I observed in my first observation.
- Learning environment:
How is the classroom organization? Can this organization facilitate the learning process?
- Teacher's Methods:
What is the methodology used by the teacher? Is it focused on students? Is it an activation methodology? What learning theory is present in the methodology?
- Behavior of students:
How students behave in class? How is the participation and interest of them?
 
And here are my observations:
- Subject:
The mechanisms and goals of gym training.
- Learning environment:
The room is organized like a little circle. There are just 10 students and they all can see each other. So, this organization is good to use for a PBL approach.
- Teacher's methods
The teacher uses the Problem-based Learning method. The students are active in the process. She just interrupt their discussion to add some important points or to make them go back to the "line". The students have to study before come to the class. They had a task on last class and they searched about this task and discuss in the class to make a document. There's a chair and a secretary in the group who are supposed to conduct the class and make some notes respectively.
This method enhances the socio-constructivist aspects of learning.
- Behavior of students
Students know the methodology very well and start to work since the beginning, guided by the coach and with some little instructions from the teacher. 
At the beginning they are a little confused but the final result is excelent.
They discuss the aspects about the task and they organize their ideas together.
They are very interested about the subject.
There's no parallel talking during the class.
- Final considerations
At the end they proposed a new task for the next class by themselves. THEY CHOSE EHAT THEY WANT TO LEARN ABOUT.
I've asked some questions for the students. First of all I asked if the other subjects are also in a PBL approach and they told me that yes, they are a little different but all in PBL.
We also asked if they like that method and everyone says that likes, because they are active in the process and they don't lose their personality in the university.
Another question was if they knew that the whole course was in PBL method before they entered the university and they told us that yes.
The PBL approach was implemented in the physiotherapy courses in 1997.
Could we design a whole curricula in PrBL or PBL? I really don't know, but I'm not afraid to try and to fail. That's why I am writing this blog, because with more help it would be easier.

Obs .: The English teacher came to the classroom with their physiotherapy teacher. Some English classes are just observation of other PBL classes, but the students have to talk in English.

Thanks for your interest in reading

Princípios de treinamento terapêutico

Hoje, Francisco, Kelly e eu fomos observar uma aula no curso de fisioterapia.
Antes da aula fiz minhas anotações e decidi observar os mesmos aspectos que observei na minha primeira observação.
- Ambiente de aprendizagem:
Como é a organização da sala de aula? Esta organização facilita o processo de aprendizagem?
- Metodologia do professor:
Qual é a metodologia utilizada pelo professor? É focado nos estudantes? É uma metodologia de ativação? Qual teoria de aprendizagem está presente na metodologia?
- Comportamento dos alunos:
Como os alunos se comportam em sala de aula? Como é a participação e interesse deles?
E aqui estão as minhas observações:
- Assunto da aula:
Mecanismos e efeitos da musculação/aeróbica
- Ambiente de aprendizagem:
A sala é organizada como um pequeno círculo. Há apenas 10 alunos e todos eles podem ver uns aos outros. Assim, esta organização é excelente para ser utilizada em uma abordagem PBL.
- Metodologia da professora:
A professora utiliza o método de aprendizagem baseada em problemas (PBL). Os alunos são ativos no processo. Ela apenas interrompe a discussão dos alunos para adicionar alguns pontos importantes, ou para fazê-los voltar para o assunto (não que eles conversem sobre outra coisa, mas as vezes saem do foco). Os alunos têm de estudar antes de vir para a classe. Eles tinham uma tarefa na última aula e procuraram sobre essa tarefa para discutir na classe e redigir um documento. Há uma líder e uma secretária no grupo para conduzir a classe e fazer as anotações, respectivamente.
Este método aumenta os aspectos sócio-construtivistas da aprendizagem.
- Comportamento dos alunos
Os alunos sabem a metodologia muito bem e começar a trabalhar desde o início, guiada pelo treinador e com algumas instruções pouco da professora.
No início eles possuem uma pequena dificuldade para entrar no ritmo, porém o resultado final é excelente.
Eles discutem os aspectos sobre a tarefa e organizam suas idéias em conjunto.
Eles demonstram estar realmente interessados no conteúdo.
- Considerações finais
No final, eles propuseram uma nova tarefa para a próxima classe. Isso mesmo, eles propuseram a tarefa para a próxima aula e irão estudar sobre o tema para novamente discutir e elaborar outro documento.
Nós fizemos algumas perguntas para os alunos. Primeiro de tudo eu perguntei se os outros conteúdos também são em uma abordagem PBL e eles me disseram que sim, eles são um pouco diferentes, mas todos em PBL.
Também perguntamos se eles gostam desse método e todo mundo diz que gosta, porque eles são ativos no processo e eles não perdem a sua personalidade na universidade, eles podem falar o que acham e, principalmente, utilizar suas experiências e seu conhecimento prévio.
Outra questão era se eles sabiam que todo o curso seria no método PBL antes de entrarem na universidade e eles nos disseram que sim.
A abordagem PBL foi implementada nos cursos de fisioterapia, em 1997.
A pergunta que não quer calar é: Nós conseguiríamos organizar um currículo todo em PrBL ou PBL? Eu realmente não sei, mas eu não tenho medo de tentar e falhar. É por isso que eu estou escrevendo este blog, porque quanto mais pessoas partilharem destas ideias, mais fácil será de tentar alguma mudança real em nosso ensino profissional e tecnológico. Conto com a ajuda de vocês que estão lendo para socializar cada informação e tentar correr por uma educação melhor.

Obs.: A professora de inglês acompanhou a aula juntamente com a professora de fisioterapia. Algumas aulas de inglês são apenas a observação de outras classes na metodologia PBL, mas os alunos têm de falar em Inglês.

Obrigado pelo seu interesse em ler.

Bruno Pereira Garcês

segunda-feira, 30 de março de 2015

Observation #1 - Chemistry classes - Aula de Química \o/

Inorganic and Analytical Chemistry
Hilda Szabo

Today I had the opportunity to observe a class of Inorganic and Analytical Chemistry for the Environmental Engineering course. The teacher Hilda Szabo was very attentive and helpful when I sent an e-mail showing my interest in observe her lessons.
Before the observation begins I tried to define what I considered most important in this observation, since it was the first observation I made alone, without being accompanied by a teacher.
So I decided to look at some aspects:
- Learning environment:
How is the classroom organization? Could this organization facilitate the learning process?
- Teacher's Methods:
What is the methodology used by the teacher? Is it focused on students? Is it an activation methodology? What learning theory is present in the methodology?
- Student's behaviour:
How students behave in class? How is the participation and interest of them?
Then, after defining what aspects I would observe and the motivating questions, I headed to the classroom with thirty minutes of advance.
Before class, students were outside the room talking about the teacher and the discipline, criticizing, thinking in possible suggestions and asking why the subject is useful.
Now, try to maintain a standard in my future posts, I will answer my motivating questions rather than writing a text about the class. I believe it would be better to organize ideas.
- Subject:
Energy in the oxidation-reduction reactions (Cells and Electrolysis)
- Learning environment:
The room is organized in the traditional way. Not on individual rows, but two rows in pairs and trios in a row. It is an organization where the interaction among students is a little better than our classic organization, due to the proximity be a little higher and students can communicate with the double.
- Teacher's methods:
The teacher gave a very traditional lesson, using data projector to show pictures and exercises that have been resolved by it in class. A traditional lecture. However, despite the methodology have been quite traditional, the teacher always asks questions to pupils mainly sequential questions to stimulate them.
At the beginning of the lesson there was a brief review of the previous class, also with questions to students in order to verify if the objectives of the previous class have been achieved.
I do not see this methodology as student-centered and it is just a little activating, as students are encouraged to participate in class but always the same students participate and others are just looking and some very scattered.
The main learning theory that I see in class is behaviorism. Maybe with a little cognitivism approach due to constant questioning students.
- Student's behaviour:
Students are very euphoric at the beginning of class, talking a lot, even when the teacher was explaining the objectives of the lesson and during the review.
After reviewing the students were more attentive, but few students participate in classes, and only men took part, no woman made any questions, and the room has approximately the same amount of men and women, I found it a bit curious, I'd like to observe more subjects of this classroom with other teachers to see if participation is different.
Some students were on their phones during class or talking with colleagues on other matters.
- Final considerations:
I realize that problems with students are very close to the problems we see in Brazil, mobile phones, distraction, parallel conversation among others.
Even if some TAMK courses have a very innovative curriculum (compared to Brazil), some classes are still quite traditional, without the use of methodologies such as problem-based learning or project-based learning.

Obs .: The class ended with the fire alarm ringing and everyone quickly left the room. It was just a simulation.

Thanks for your interest in reading

Química Inorgânica e Analítica
Hilda Szabo

Hoje tive a oportunidade de observar uma aula de Química Inorgânica e Analítica para o curso de Engenharia Ambiental. A professora Hilda Szabo foi muito atenciosa e solícita quando enviei e-mail demonstrando meu interesse em acompanhar suas aulas.
Antes de realizar a observação eu tentei definir o que eu considerava mais importante nesta observação, uma vez que foi a primeira observação que fiz sozinho, sem o acompanhamento de um professor.
Então decidi que iria observar alguns aspectos:
- Ambiente de aprendizagem:
Como é a organização da sala de aula? Esta organização favorece a aprendizagem? 
- Metodologia da professora:
Qual a metodologia utilizada pela professora? Ela é centrada nos estudantes? Ela é uma metodologia de ativação? Qual teoria de aprendizagem está presente na metodologia?
- Comportamento dos estudantes:
Como os estudantes se comportam em sala de aula? Como é a participação e interesse dos mesmos?
Então, após a definição de quais aspectos eu iria observar e com as perguntas motivadoras, me encaminhei para a sala de aula com trinta minutos de antecedência. 
Antes da aula, os alunos estavam do lado de fora da sala conversando sobre a professora e a disciplina, fazendo críticas, possíveis sugestões e se perguntando para que a disciplina era útil. 
Agora, para tentar manter um padrão em minhas futuras postagens, irei responder às minhas perguntas motivadoras ao invés de escrever um texto sobre a aula. Acredito que assim irei organizar melhor as ideias.
- Tema da aula:
Energia nas reação de oxi-redução (Pilhas e Eletrólise)
- Ambiente de aprendizagem:
A sala é organizada de forma bem tradicional. Não em filas individuais, porém duas filas em duplas e uma fila em trios. É uma organização onde a interação entre os estudantes é um pouco melhor que a nossa organização clássica, devido à proximidade ser um pouco maior e os estudantes podem se comunicar entre as duplas.
- Metodologia da professora:
A professora deu uma aula bem tradicional, utilizando datashow para mostrar imagens e exercícios que foram resolvidos por ela em sala. Porém, apesar da metodologia ter sido bastante tradicional, a professora sempre faz perguntas aos alunos, sequências de perguntas para estimular o raciocínio dos mesmos. 
No início da aula houve uma pequena revisão da aula anterior, também com perguntas aos estudantes de forma a verificar se os objetivos da aula anterior foram atingidos.
Não vejo a metodologia centralizada nos estudantes e ela é pouco ativadora, pois os estudantes são estimulados a participar da aula mas sempre os mesmos participam e outros ficam apenas olhando e alguns muito dispersos.
A principal teoria de aprendizagem que vejo na aula é o comportamentalismo. Talvez com uma pequena abordagem cognitivista devido aos constantes questionamentos aos alunos.
- Comportamento dos estudantes:
Os estudantes ficam muito eufóricos no início da aula, conversando muito, mesmo quando a professora estava explicando os objetivos da aula e durante a revisão.
Após a revisão os alunos ficaram mais atentos, porém poucos alunos participam das aulas, e apenas os homens participaram, em nenhum momento da aula uma mulher fez algum questionamento, e a sala possui aproximadamente a mesma quantidade de homens e mulheres, achei isto um pouco curioso, gostaria de observar mais aulas desta turma, com outros professores para ver se a participação é diferente.
Alguns alunos ficaram em seus telefones durante a aula ou conversando com os colegas sobre outros assuntos.
- Considerações finais:
Percebo que os problemas com alunos são bem próximos dos problemas que vemos no Brasil, celulares, distração, conversa paralela entre outros.
Mesmo que alguns cursos em TAMK possuam um currículo bastante inovador (comparando ao Brasil), algumas aulas ainda são bastante tradicionais, sem a utilização de metodologias como problem-based learning ou project-based learning.

obs.: A aula terminou com o alarme de incêndio tocando e todos saindo rapidamente da sala. Era apenas uma simulação.

Obrigado pelo interesse em ler.

Bruno Pereira Garcês

terça-feira, 10 de março de 2015

Learning Theories - Teorias de Aprendizagem

Social-Construtivism

We started the class with a warm-up activity to know more about team work and practice our collaborative skills, creativity and other skills. (build the learning atmosphere)
Ms Katri let us know about the learning outcomes of this classes at the beginning:
- Learn more about learning theories;
- Understand how learning theories have changed and influenced pedagogical practices in vocational education;
- How to teach using these learning theories.
Katri always performs an orientation before her classes, the orientation is to the group of students, to the content and to the timing, and it's kind of WH questions, who, what and how. And she asked to us, why do the orientations before the class? I think it would turn students on! Make they be more active. And then the student can make himself a question, why am I here?
Later on, another methodology was presented to us, the silent discussions. We had some questions and we were supposed to write the answers on papers without talking to each other. This kind of activity is good because we can reflect about our experiences and also other's experiences. It also gives us a possibility to "speak" to everyone, in a group work for example it's not possible, because we usually don't have enough time. It's kind of activating discussion method.
The questions (and my answers) were:
- How students learn best in your subject? When they are motivated.
- What kind of role the student will play in your lessons? The student must be able to know and also to teach each other.
- What kind of activities the student is engagged in? Group work, activities and games.
- What kind of role you have as a teacher? Help the students with their goals.
- How student's learning is assessed? Tests, works, presentation, participating.
We construct 5 images: of learning, of students, of teaching, of subject and the final one as a combination of the four other ones is the image of myself as a teacher. And in this way I could see that there is a huge difference between our teacher thinking and our teacher action.
Back in the discussion, Katri told us that she tried a different approach with their students, she took some mini-lectures, ask for the students to do concept maps, started the case teaching and in the end the students were supposed to apply their knowledge.
The next slide was the main slide we've seen, talking about teacher's conceptions of learning affect (consciously or non-consciously) the way how they teach.
Some conceptions were:
1st- "Learning is about memorizing and increasing knowledge" Teaching as knowledge transmission.
2nd- "Learning is an imitating activity" Teaching as modeling
3rd - "Learning is applying knowledge" Teaching as arranging situations for knowledge application
4th - "Learning is about understanding" Teaching as faciliting understanding.
5th - "Learning is changes in thinking" Teaching as encouraging thinking and supporting the change.
6th - "Learning is changes in action and creating something new" Teaching as supporting the creation process.
I used to think like the 5th conception, but I have to understand that we don't have to change the students way of thinking, we just need to let them know that there is another way of thinking and maybe this way could be better for them to solve their problems in real life, but the student has to choose which way he should think. But I think I still didn't learn what I need to take my conclusions, I have to study more educational content to try to understand my job, I'm teaching for almost eight years and I need to admit that I don't know the role of a teacher.
After the break we did another kind of silent discussion, when our answers weren't "contaminated" by other answers. 
And then we started to have a mini-lecture about the learning theories and we were supposed to take notes. My notes will be here like I wrote in the class.
Notes:
Behaviourist, Cognitive, Humanistic, Constructivist, Social, are the orientations of learning theories.
Behaviourist: Learning is manifested by a change in behaviour. The student is an empty bottle and the teacher fills it.
Learning by repetition;
Students guided by a textbook;
The students are passively receiving information;
Memorising by-heart;

Cognitive: Learning is defined as a change in a learner's schemata.
- Mental knowledge constructions;
- Focuses on the inner mental activities;
- Thinking, memory, knowing, problem-solving, mind mapping, concept mapping, learning by writing, summarize.
- Changes in behaviour are observed, but only as an indication of what is occurring in the learner's head.
- Writing by hand makes the students improve other parts of the brain instead of that improved by using the computer.

Humanistic: Learning is viewed as a personal act to fulfil one's potential.
- The teacher is interested in student as a whole person: needs, motivation, goals, emotions.
- Cooperative, supportive environment.
- The teacher acts like a mentor.

Constructivist: Learning is an active process of constructing knowledge rather than acquiring it.
- The student is actively involved in a process of meaning and knowledge construction;
- The student is the maker of meaning and knowledge.
- The student's current and past knowledge or experience are very important.
- Knowledge is embedded in the context in which it is used.
- The teacher attempts to lead the student through questions and activities to discover, discuss, appreciate and verbalize the new knowledge.

Social: Social interaction plays a fundamental role in the process of cognitive development.
- Group discussions
- Shared assignments and on-the-job tasks;
- The more knowledgeable other can be the teacher, coach, colleague, peer, student.
- The distance between a student's ability to perform a task under expert guidance and/or with peer collaboration and the student's ability solving the problem independently.
- Learning occurred in this zone.
- And this is the zone of proximal development.

obs.: The main difference between constructivism and social constructivism is that in the second one the students work in groups.

Changing the approach again we had a new task. We had to choose a picture and answer the question "What aspects of the various learning theories you see in your metaphorical picture?"
This is the picture I had chose.
I chose this picture because as a teacher I always try to help my students reach the top, but not in a competitive way with other students, they have to compete with themselves, they have to be better than themselves, they have to improve their knowledge. And the learning theories I see in my methods as a teacher are sometimes behaviourist orientated because I need to do some lectures, many times I work in a cognitive orientated way. I think a little in an humanistic orientated way, but I don't think this is sufficient. I like to do some group work with my students so, it's a social orientated way.
And finally (I think you are tired to read, right?) our last task was another methodology that I personally liked too much. It's called Gallery Walk. But how does it work?
It's quite simple, if we want to make 4 groups of 4 students each we can write down numbers from 1 to four in 4 different colors in some piece of paper and each student get a colored number. First we group the students with the same number and they will work together and do a report like a flipchart. After that, we group the students with the same colors and they walk in the classroom to see the groups flipcharts and one of each initial group can present their work to the other students
In this methodology all the students in a group needs to know about their work and their presentation is to other students, not to the teacher in front of the classroom like the common presentations, so the student won't be so shy to present. I thought that this methodology was very great and I will certainly use that in my future classes.
So, in our specific gallery walk the goal was to prepare a lesson using social-constructivism orientation. We planned a bioenergetics lesson to physical education students but I won't give you so many details about it.
And I want to finish with a little reflection I had involving our past classes and today's class We need to think better before preparing our lessons. The lessons need to be interesting for the students and not for us as teachers. We need to use different approaches and stimulate the students to use as many different skills they have.
Socio-Construtivismo

Bem... começamos a aula de hoje com uma dinâmica de aquecimento (chamamos de motivacional no Brasil às vezes) para aprender mais sobre trabalho em equipe e também para praticar nossas habilidades de colaboração, criatividade e outras mais. (Construindo uma atmosfera para o aprendizado).
Nossa professora Katri (Haaga-Helia University of Applied Sciences) nos falou um pouco mais sobre o objetivo desta aula no início:
- Aprender mais sobre teorias de aprendizagem;
- Compreender como as teorias de aprendizagem mudaram com o tempo e influenciaram as práticas pedagógicas no ensino técnico;
- Como dar aulas utilizando essas teorias de aprendizagem.
Katri nos disse que sempre faz uma orientação com os alunos antes de suas aulas. Esta orientação é realizada para o grupo de estudantes, sobre o conteúdo e sobre o tempo de cada atividade. Mas para que fazer esta orientação antes das aulas? Eu pessoalmente acredito que é para "acordar" os estudantes, tentar torná-los mais ativos e fazer com que ele se pergunte (e responda): "Por que estou aqui?".
Após a orientação, outra metodologia foi apresentada, é chamada de "discussão em silêncio". Ela nos fez algumas perguntas e escrevemos as respostas em folhas tamanho A2 na parede sem conversar com os colegas. É uma metodologia interessante pois podemos refletir sobre nossas experiências e também sobre as experiências dos colegas. Também nos dá a possibilidade de "conversar" com todos o que não é possível em um trabalho em grupo comum, porque normalmente mesmo que após o trabalho em grupo nós normalmente não temos tempo hábil para ouvir todos os alunos. É como uma metodologia de ativação para discussão.
As perguntas feitas (e minhas respostas) foram:
- Como os estudantes aprendem melhor seu conteúdo? Quando eles estão motivados.
- Qual o papel dos estudantes em suas aulas? Ele precisa apenas estar aberto para aprender e também ensinar.
- Que tipo de atividades os estudantes realizam em sala de aula? Trabalhos em grupo, exercícios e jogos didáticos.
- Qual o meu papel como professor? Auxiliar os alunos com seus objetivos
- Como é feita a avaliação dos alunos? Testes, trabalhos, apresentações e participação.
Nós construímos então cinco imagens: aprendizado, alunos, professores, conteúdo e a última como combinação das outras quatro que seria a minha imagem como professor. Neste sentido eu pude perceber que há uma grande diferença em como pensamos e como agimos.
E esta é a sala de aula no horário de almoço. Portas abertas e notebooks nas mesas. A confiança predomina na Finlândia.
De volta à discussão, Katri nos disse que é impossível fugir totalmente das aulas tradicionais em algumas áreas. Por isso ela resolveu iniciar o conceito de mini-aulaa, onde dentro do tempo de sua aula (2 a 3 horas) ela dá 20 a 30 minutos de aulas em uma forma bem comportamentalista e depois trabalha com outras abordagens como mapas conceituais, observações entre outras.
O próximo slide foi o mais importante em minha opinião, falando como a concepção dos professores sobre aprendizagem afeta (conscientemente ou inconscientemente) a forma como eles ensinam.
Algumas concepções foram:
1ª - "Aprendizagem é memorizar e ampliar o conhecimento" Professor como um transmissor (tá feio o termo, mas é porque é feio mesmo) de conhecimento.
2ª - "Aprendizagem é uma atividade de imitar (copiar o que o professor sabe; exatamente a base da frase motivadora deste blog)" Professor como um modelo.
3ª - "Aprendizagem é a aplicação do conhecimento" Professor como facilitador para a aplicação do conhecimento.
4ª - "Aprendizagem é o entendimento" Professor como facilitador para o entendimento.
5ª - "Aprendizagem é a mudança de pensamento" Professor como formador de opiniões e suporte para esta mudança.
6ª - "Aprendizagem é a mudança nas ações com a criação de algo novo" Professor como base para o processo de criação.
Eu normalmente pensava como a 5ª concepção acima, mas eu tenho que entender que nós não temos que mudar a forma que os estudantes pensam, nós temos apenas que mostrá-los que existe uma "nova forma" de pensar sobre determinado assunto e, talvez, essa "nova forma" pode ser melhor para que eles compreendam melhor a vida fora da escola e consigam resolver os problemas que por ventura apareçam, mas cabe aos estudantes escolherem a melhor forma de pensar e agir. Ainda acho que eu não aprendi o suficiente sobre educação para que eu possa tirar minhas conclusões sobre o assunto, eu preciso estudar (muito) mais teorias, ler mais artigos e relatos de experiência para que eu possa entender melhor a minha profissão (Sou formado em Química Industrial mas me considero Professor e tenho muito orgulho de dizer). Estou dando aulas há oito anos e preciso admitir que eu não sei exatamente a função de um professor.
Após o intervalo fizemos um novo tipo de "discussão em silêncio", onde nossas respostas não eram vistas pelos colegas, para evitar uma "contaminação no pensamento", para escrever o que realmente pensamos, sem ler as repostas dos colegas e talvez mudar de opinião na hora de escrever. Não vou falar muitos detalhes da metodologia agora para não tornar a leitura tão cansativa.
Então, começamos a chamada mini-aula sobre as teorias de aprendizagem. Katri nos pediu para ir fazendo pequenas anotações sobre o conteúdo e é claro que vou escrever aqui quais foram as minhas:
Comportamento, cognição, humano, construção e social são as orientações das teorias de aprendizagem. Essas orientações dão origem às teorias:

Comportamentalismo (vem do inglês behaviourism; já vi alguns autores que utilizam o termo behaviourismo para o português, o que achei o cúmulo da internacionalização do vocabulário.): Aprendizagem se manifesta por uma mudança no comportamento. O estudante é uma garrafa vazia e o professor vai enchendo com o tempo.
- Aprendizagem por repetição;
- Estudantes tem o livro texto como guia;
- Estudantes recebem a informação passivamente;
- Memorização (famoso "Eu sei de cor |leia-se cór|").

Cognitivismo: Aprendizagem é definida como uma mudança na forma de pensar.
- Construções mentais do conhecimento;
- Foco em atividades inerentes ao estudante;
- Pensamento, memória, resolução de problemas, mapas conceituais, mapas mentais, aprender escrevendo e fazendo resumos;
- Mudanças no comportamento são observadas, porém apenas como uma indicação do que está acontecendo na mentalidade de quem está aprendendo;
obs.: escrever à mão estimula diferentes partes do cérebro, por isso a importância de pedir que os alunos façam trabalhos escritos também. Essa história de que a Finlândia irá parar de utilizar lápis e papel é uma grande mentira (perguntei a quase todos os professores que tivemos até o momento e todos negaram, os finlandeses são inclusive um pouco resistentes à utilização de celulares em sala de aula, porém é totalmente permitido.)

Humanismo: Aprendizagem é vista como um ato pessoal de atingir o máximo do potencial de uma pessoa.
- O professor é interessado no estudante como um todo: suas necessidades, motivação, objetivos, emoções...
- Ambiente cooperativo e com suporte ao estudante;
- O professor atua como um mentor.

Construtivismo: Aprendizagem é o processo ativo de construção do conhecimento ao invés de obtenção do mesmo.
- O estudante é envolvido ativamente em um processo de construção do conhecimento;
- O estudante é o responsável direto pelo entendimento e conhecimento;
- O conhecimento prévio e experiência do estudante é muito importante;
- Conhecimento é incorporado no contexto em que é usado;
- O professor está preparado para acompanhar e "guiar" os estudantes em questões e atividades para descobrir, discutir, apreciar e verbalizar o novo conhecimento.

Teoria da aprendizagem Social (coloquei o termo todo porque apenas "Social" ficaria vago, e "socialismo" é outra coisa): As interações sociais tem uma função fundamental no processo de desenvolvimento cognitivo.
- Discussões em grupo;
- Tarefas divididas e práticas;
- Aquele que sabe mais pode auxiliar os outros, seja ele o professor, técnico, colega, amigo...
- A distância entre a habilidade do estudante de realizar uma tarefa sob tutoria de um especialista ou com o auxílio dos colegas e a habilidade do aluno resolver os problemas sozinho é chamada de zona de desenvolvimento proximal e esta é a região onde ocorre a aprendizagem. (Vigotsky)

obs.: o socio-construtivismo é uma união entre construtivismo e teoria da aprendizagem social.
Mudando de metodologia novamente para aplicar os conceitos transmitidos durante a mini-aula nós tivemos uma nova tarefa. Cada um escolheu uma figura para responder uma pergunta: "Quais aspectos das várias teorias de aprendizagem você vê em sua figura? 
Abaixo está a figura que escolhi.
Eu escolhi esta figura pois eu como professor sempre tento ajudar meu estudantes a alcançar o topo, mas não de uma forma competitiva com outros estudantes, eles sempre tem que ser melhores que eles mesmos, não que os colegas, eles precisam ampliar seu conhecimento. E as teorias de aprendizagem que eu observei em minhas aulas são algumas vezes como no comportamentalismo, pois preciso fazer algumas aulas tradicionais, apenas falando e estudantes copiando ou fazendo observações. A maioria das vezes eu acredito que trabalho como no cognitivismo, pois passo exercícios para que meus alunos façam. Acredito que algumas vezes tenho uma abordagem mais humanística, mas não acredito que seja suficiente essa quantidade e gosto bastante de trabalhar em grupos.
E finalmente (acredito que vocês já estejam cansados, não estão?!) nossa última tarefa foi sobre outra metodologia que eu pessoalmente gostei bastante. É chamada de "Gallery walk" (sinceramente não consigo pensar em uma boa tradução perto da meia noite após um dia um pouco cansativo). Mas como ela funciona?
É bem simples, colocamos em pequenos pedaços de papéis diferentes números (de acordo com a quantidade de grupos) e cada número escrito em diferentes cores. Primeiramente entregamos os papéis para os alunos e dividimos os primeiros grupos de acordo com o número. Assim eles fazem o trabalho que devem fazer neste grupo. Após terminar, eles escrevem seus resultados em uma folha de papel A2 e colocam na parede como um poster e, em seguida, redividimos os grupos de acordo com as cores de cada papel, sendo que cada grupo de cores tenha pelo menos um de cada grupo de números. Assim os estudantes vão andando pela sala olhando os posteres dos colegas e cada um explica seu poster para o grupo.
Este foi no nosso banner do Gallery Walk.
É uma metodologia muito boa pois todos os estudantes devem participar e entender a atividade desenvolvida por eles além de retirar aquela pressão de apresentar um trabalho na frente da sala para todos, isto é um pouco difícil para os alunos mais tímidos e temos que entender as individualidades.
Eu adorei esta metodologia e com certeza irei utilizar em minhas aulas futuramente.
Quero finalizar o post de hoje com uma pequena reflexão que tive baseado nas outras aulas e na aula de hoje. Nossas aulas precisam ser interessantes para os alunos e não para nós professores. Nós precisamos utilizar diferentes metodologias e estimular os estudantes a utilizar o máximo de habilidades que eles possuem (ou podem desenvolver).
Me desculpem por ser tão extenso, preciso praticar um pouco mais minha capacidade de síntese, mas como tudo é tão novo para mim eu tenho dificuldade em filtrar as observações mais importantes.
Desculpem também pelo português, estou tentando sempre escrever em Inglês primeiro para melhorar meu vocabulário, mas ás vezes enquanto vou traduzindo pode parecer um pouco sem sentido, vou tentar melhorar isto também.
Obrigado pelo interesse em ler. Fique a vontade para deixar seus comentários no blog, facebook, WhatsAPP ou qualquer meio de comunicação.

Bruno Pereira Garcês